quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Estou aflito.

“Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” João 16:33
“Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?” Romanos 7:24


Estou aflito. Como Paulo me sinto um miserável. Que ocasião enlouquecedora Paulo estava, sentia-se fragilizado pelo pecado, profundamente angustiado pois por mais que tentasse lutar contra a carne ela o abatia.

Sofremos querido Paulo, eu sinto o que você sente: “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.” Romanos 7:19

Acordamos cedo, pensando nas melhores coisas, dispostos a vencer o mundo, a fazer o bem. Maldita paixão! Penso que nosso amado amigo - sei que se tivesse junto dele naqueles tempos, assim seriamos - sofria de paixões, que por mais que ele ja houvesse passado por varias experiencias ainda se deparava com situações medonhas que outrora pensasse ter eliminado de sua carne.

Não se pode pensar que quem vive o evangelho integralmente não sofre de aflições.
O problema é que pensamos que as aflições exteriores é que são os problemas maiores. A fome, a sede, a falta de um bem, de um objetivo grande. Antes fosse! Queira Deus que fosse!

Cristo se referia mais - estou convicto disso - às aflições internas. De como seria difícil estar sozinho daquele momento em diante. Que agora os apóstolos teriam que enfrentar sem vê-lo, por em pratica todas as lições.

Veio o silencio, o noivo se foi, era hora do jejum, da luta. Estamos vivendo até hoje tais aflições.

Relutamos, queremos fazer algo que mude a situação, pensamos em usar nossa capacidade pra abreviar tudo. Corremos pro monte... quem esta lá? Quem oferece solução fácil pra nossas aflições? O opositor! O Diabo! Fico aqui mesmo no deserto. Mas aqui não tem ninguém, sinto fome, sede, calor, frio, não estou suportando mais... Eu posso sair dessa situação. Eu tenho todas as armas, mas o Pai não disse nada ainda.

Obedecer! É só o que me resta. A cura das aflições. A obediência. Ela que nos sara, ela que nos aperfeiçoa, que nos faz como sol do meio dia!

Estou aflito, repito. Todo o tempo eu enfrento algo maior que eu, algo que me frusta, que me desnorteia, que me faz arder o coração de tanto querer. Por mais que ore, por mais que busque, só há silencio.

Guia-me Senhor a águas tranquilas, a pastos verdejantes por amor do Seu Nome. Me tire daqui. Passa de mim esse cálice. Contudo seja feita sua vontade! Me rendo ao teu querer, entrego-me em sacrifício vivo, com tudo que sou, minha carne, minha alma, meu espirito, molda-me conforme teu querer, sei que a disciplina cura a loucura do coração, e por isso aceito com prazer pois sinto-me louco, visto que esta aflição que vivo não tem o menor sentido.

Devo-lhe a vida e a devolvo, ela não é minha, eu não poderia te dá.
Revela o que esta oculto nesse coração vil, faça-me prantear diante dos Teus pés até que tudo se revele.

Sou Teu, não me deixe retroceder! Rogo-te me ajude, pois tu me deste a esperança quando venceste o mundo! Anima-me ó Jesus.


Quando a tua ira vier, lembra-te: sou pó!

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