sábado, 1 de julho de 2017

É impossível que alguém diga que tem fé e continue sendo o mesmo. A fé verdadeira nos expulsa do comodismo, é um chamado! Todos que se dizem crentes em Deus não podem estar no mesmo lugar. Evangelho é chamamento, é transformação, é renovo, é uma boa notícia, tão boa que precisa ser anunciada! Mas que fé é essa que se esconde? Acreditamos em Deus? Qual "deus"? O que inventamos e que achamos que aprova nossa conduta delituosa?
Que fervor é esse? Que amor é esse? Que lugar pensamos estar? Juntos de Deus?

Se toda aquela história de um Deus morrendo na cruz fosse verdade... Se toda aquela historia de sangue, açoites, socos, cuspes.... Ah se tudo isso fosse verdade! Que grande mentira esse tal de evangelho! Como? É verdade mesmo?! Então por que continuamos a agir do mesmo modo?

Meu Senhor, haja misericórdia sobre minha casa, ainda hoje livra minha'alma do meu pecado, livra-me oh Senhor de amor e graça. Como raízes de uma arvore que se entrelaçam em outra sufocando-a até a morte, assim é o pecado que me rouba da tua presença.

Sinto dores no peito, sinto aflição na alma. Como um leão olho para meu pecado, temo! Não, não posso das minhas próprias forças vencê-lo. Posto está diante de mim e ao me redor rugi fortemente, cerca-me por onde vou, lança-se em ataque tentando me tragar.

Olho para o chão, tristemente deparo-me com uma corrente que me liga a ele. Onde eu vou ele estará junto a mim. O pecado não vive em mim mas não me deixa confortável e a qualquer momento pode me engolir. Seus olhos estão como chamas me desejando, mas ainda hoje o meu Deus me livra, ainda hoje sua mão me cobre.

Amado de minha'alma quando meu pecado, o leão, se parecer com algo extremamente desejável aos meus olhos, impeça-me de com ele encontrar, pois neste momento estarei cego, e como um Pai deixará o próprio filho ser tragado pelo pecado? Ainda tenho ouvidos para ouvir, mas se mesmo assim me faltar visão e também ouvidos, o açoite livrará-me da loucura, e este é o meu prazer: fazer a tua vontade, mesmo que me custe a dor da entrega da minha!









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